O Museu da Cerâmica nas Caldas da Rainha

Por ocasião da nossa escapadinha à cidade das Caldas da Rainha, fomos visitar o Museu da Cerâmica criado em 1983 e instalado num bonito palacete do século XIX, propriedade da família dos Viscondes de Sacavém.

Entrada do palacete que dá acesso ao museu
No interior do palacete os corredores estão revestidos com azulejos

Na entrada, o jardim envolvente está ornamentado com objetos de arte, frisos de azulejos, canteiros, lagos, escadas e varandins que, só por si, merece que se faça por ali um passeio detalhado.

A entrada de acesso ao jardim do museu
Ao longo do jardim encontram-se várias esculturas
Poesia imortalizada em azulejos
Lagos no jardim

Quanto ao museu, expõe artísticas peças em cerâmica de Portugal e do estrangeiro desde o século XVI até aos nossos dias. É claro que o destaque vai para as peças da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro, executadas na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.

Sala com porcelanas
“O milagre das bilhas” de Bordalo Pinheiro em barro vidrado
As diferentes obras caracterizam-se por cores muito apelativas

O artista notabilizou-se como caricaturista, sendo também reconhecido como desenhador, decorador, jornalista, ceramista, aguarelista e professor. A sua escultura “Zé Povinho” tornou-se um símbolo do povo português no século XIX.

O “Zé Povinho”
“A Guitarra”…

A forte tradição cerâmica da cidade levou a que Rafael Bordalo Pinheiro levasse a cabo a criação da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha em 1884, a qual equipou com maquinaria moderna assim como deu formação a todos os operários.

Detalhes impressionantes de um relicário em barro cozido
“Presépio” executado por Herculano Elias em barro branco

As peças em barro, cerâmica, olaria e outras, têm um elevado grau de curiosos pormenores e combinação de cores. Algumas, só de olhar para elas, percebe-se que contam a história de uma família, uma época ou uma ocasião especial.

“O Adamastor” de Rafael Bordalo Pinheiro em faiança vidrada
Palavras para quê? São peças de um valor artístico sem precedentes…

O espaço acolhe uma mostra de peças contemporâneas, produzidas a partir de 1950 que são caracterizadas por tiragens reduzidas ou exemplares únicos.

Exposição de peças contemporâneas

Os painéis de azulejos com padrões ou com cenas de cidades ou paisagens, são criações dos séculos XVII e XVIII e podem ser admirados tanto dentro como fora do edifício.

Escadaria no interior do edifício com lindos painéis de azulejos
No exterior, se observar bem, também encontra azulejos artísticos em volta dos canteiros

O museu está aberto de terça-feira a domingo das 10h às 12h30 e das 14h às 18h. No Inverno encerra às 17h30. O ingresso tem o custo de 3€ mas é gratuito aos domingos e feriados. A visita não é aconselhada a pessoas com mobilidade reduzida uma vez que a exposição se estende por três pisos sem elevador.

Um belo centro de mesa
Busto do 3º Visconde de Sacavém da autoria de Joseph Fullër, famoso escultor austríaco
Na antiga sala de jantar dos Viscondes podem ver-se azulejos holandeses e loiças da Fábrica de Sacavém

Se gosta deste género de arte, vale a pena incluir este programa na sua passagem pela cidade das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria.

Estatueta “Depósito de Aguardente” de António Alves em barro vidrado policromo
“O Medalhão” em barro policromo retratando o Mestre Bordalo

♥ Boa viagem ♥

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