Decorria o ano de 1869 quando, numa pequena cidade do Sul da Noruega, nasceu Gustav Vigeland. Vivendo no seio de uma família de artesãos, cedo se interessou pela escultura e aos 15 anos foi trabalhar como aprendiz de um escultor profissional. Frequentou
escolas de arte na Noruega, Paris, Berlim e Florença. Em Itália a sua arte deu nas vistas e despertou grande curiosidade, mas foi no seu país natal que realizou com muito sucesso, as suas primeiras exposições.



Em 1906 apresentou um modelo em gesso de uma fonte monumental. A realização prática da fonte acabou sendo concretizada e esta foi colocada no Parque Vigeland em Oslo, que foi criado para homenagear e reunir as obras do mais talentoso escultor norueguês. O maior parque de esculturas do mundo feitas por um só artista foi construído entre 1940 e 1949 e reúne 212 esculturas em granito, ferro forjado e bronze, fruto de mais de 40 anos de trabalho do artista. Os temas das suas esculturas foram sempre baseados na vida e morte, no quotidiano e na relação entre homem e mulher.

A entrada principal faz-se por um portão com 4 painéis com dragões em ferro forjado. Todos os portões do parque são da sua autoria e da equipa de ferreiros da sua inteira confiança que escolheu para trabalhar com ele. Este ferro é da mais alta qualidade. Todos os portões são alvo de minuciosa manutenção todos os Verões, devido às condições atmosféricas adversas durante o rigoroso Inverno.



À direita da entrada do parque está o autorretrato de Vigeland, a única escultura com roupa que aqui se vê! Todas as outras obras do artista estão nuas. A ponte sobre o Lago Frogner é ladeada por 58 figuras de bronze que exibem homens, mulheres e crianças de diferentes idades. Todas as obras da ponte retratam em comum a brincadeira, a alegria de viver, a energia e a vitalidade.




A fonte é a escultura mais antiga do parque. No centro, seis homens de diferentes idades seguram uma bacia gigante representando a luta do ser humano contra as adversidades da vida. Nas 4 pontas da fonte estão 20 árvores em conjuntos de cinco, representando as fases da vida humana: infância, juventude, maturidade e velhice.


Subindo as escadas chegamos ao ponto mais alto do parque, a praça do “Monólito”. Com 17 metros de altura, esta estonteante escultura foi esculpida em um único bloco de pedra retirado da pedreira de Iddefjorden, na fronteira com a Suécia. Neste trabalho extraordinário estão agregadas 121 figuras humanas de todas as idades. Aqui representa-se a busca humana pelo espiritual.



Mais à frente está a “Roda da Vida”, uma obra em bronze com homens, mulheres e crianças abraçados simbolizando a eternidade. No fundo, esta escultura resume o tema desta exposição e que o autor fez questão de transmitir com as suas obras: o caminho da vida desde o nascimento à morte, passando pela alegria, a tristeza, os sonhos, a esperança, a imaginação e o desejo de eternidade….


Aproveite o passeio porque, fora do eixo principal do parque, encontra várias outras obras. Uma delas é “A Família”, a maior escultura depois do “Monólito”, que consiste em 21 figuras que representam pessoas de diferentes idades protegendo-se de um perigo eminente.



O Parque Vigeland está aberto 24 horas por dia e a entrada é gratuita. Infelizmente o artista não conseguiu ver este espaço concluído porque faleceu em 1943, mas as suas grandiosas obras estão aqui imortalizadas e são admiradas anualmente por milhões de visitantes!


Gustav Vigeland foi também o autor do desenho da moeda do Prémio Nobel da Paz. Se vai à capital da Noruega, visite o pulmão verde da cidade e as obras deste grande artista que estão ao alcance de todos.

♥ Boa viagem ♥

