Luxemburgo – uma cidade rica, culta e dinâmica

Talvez por ser uma cidade pequena, meio escondida no centro da Europa, muitos viajantes têm tendência para ignorá-la… mas não deviam! A cidade do Luxemburgo, capital do país com o mesmo nome, é encantadora, acolhedora, culta, vibrante e combina muito bem o seu lado medieval com a modernidade. É uma das cidades mais

ricas da Europa e um importante centro financeiro e administrativo. Várias instituições da União Europeia estão aqui sediadas. O Luxemburgo foi a primeira cidade a ser nomeada Capital Europeia da Cultura por duas vezes em 1995 e 2007!

A ponte ferroviária Viaduc e a ponte Gran-Duquesa Charlotte (vermelha)

Em 2020 o Luxemburgo destacou-se por ser o primeiro país do mundo que oferece transportes públicos gratuitos… sim, leram bem! Apesar disso, a cidade é pequena e visita-se bem a pé. O seu Centro Histórico é Património Mundial da UNESCO desde 1994. Fazem-nos companhia? Vamos lá então dar um passeio.

É só mandar parar, entrar e desfrutar da viagem…

A nossa caminhada começou na Catedral de Notre Dame, um belo monumento gótico cuja construção se iniciou em 1613 para servir de igreja ao colégio jesuíta que se situava ao lado e cujo edifício é, atualmente, a Biblioteca Nacional. Depois de ser consagrada, em 1870 foi elevada a Catedral pelo Papa Pio IX. Na primeira metade do século XX o monumento sofreu obras de expansão. O seu interior com muitos vitrais coloridos, alberga o Panteão Real e a Nossa Senhora dos Aflitos, padroeira da cidade e do país. A Catedral está aberta todos os dias entre as 8h e as 18h e a entrada é livre.

Entrada da catedral
O altar-mor e os bonitos vitrais da catedral
O interioe da catedral em estilo gótico é digno da nossa atenção
A Biblioteca Nacional, que era um antigo colégio jesuita, fica mesmo ao lado da Catedral de Notre Dame

Seguindo a nossa jornada e passando pelo Palácio da Justiça, fomos caminhar ao longo da Estrada Corniche apelidada de “a varanda mais bonita da Europa” e que se estende ao longo das muralhas construídas no século XVII. A vista para o vale do Alzette e o rio que o percorre, é magnífica! Uma escadaria permite a descida para fazer um descontraído passeio ao longo das suas margens.

Palácio da Justiça
O Chemin de Corniche e o Rio Alzette
O vale do Alzette e a Igreja de S. João do Grund que data do século XIV

No final do Chemin de Corniche encontra-se a entrada para as Casemates du Bock, um labirinto de túneis escavados nos rochedos em 1644 com cerca de 17 km de extensão e cuja função era a defesa da cidade. Estes túneis podiam abrigar mais de 1200 soldados e 50 canhões! Estes espaços foram também usados para proteger pessoas e bens das ameaças de bombardeamentos durante as guerras franco-espanholas. É possível visitar uma parte destes túneis todos os dias entre as 10h45 e as 14h45. A entrada é gratuita até aos 4 anos, até 12 anos/5,50€, adultos/11€ e estudantes e séniores/9€.

As Casemates du Bock têm aberturas nas rochas de onde se pode apreciar um bonito panorama da cidade
A Porta das Três Torres, construída no século XIV, era a porta de entrada na cidade e serviu de prisão até 1810

Continuando, entrámos para conhecer a Igreja de S. Miguel, o edifício religioso mais antigo do país e construído no século X. A visita é gratuita e vale a pena apreciar com atenção os seus vitrais, o órgão e o altar-mor.

Igreja de S. Miguel
O bonito interior da igreja de S. Miguel

O Palácio Grão-ducal aparece-nos como um edifício que remonta ao final do século XVI e é a residência oficial do Grão-Duque do Luxemburgo. Ao lado está a Câmara dos Deputados. As visitas guiadas a estes espaços realizam-se no Verão com o preço de 18€/adultos e 9€/crianças a partir dos 4 anos. No seu interior é proibido fotografar.

O Palácio Grão-ducal
A Câmara dos Deputados

Os nossos passos levam-nos até à Praça Guilherme II dominada pela estátua equestre do Grão-Duque responsável pela primeira Constituição do Luxemburgo. É aqui que está a Câmara Municipal da cidade, um edifício do século XIX. Nesta praça realiza-se todas as quartas-feiras e sábados um interessante mercado de frutas, legumes e flores. É também nesta zona que se localizam os melhores restaurantes e a Grand Rue, a via comercial mais popular da capital.

Estátua equestre do Grâo-Duque Guilherme II na praça com o seu nome
Câmara Municipal da cidade do Luxemburgo

Aqui ao lado, na Place d’Armes, encontra-se o bonito edifício do Palácio Municipal cuja construção foi concluída em 1906 e onde, atualmente, funciona o Centro Cultural e de Exposições. Na ponta oposta está o monumento de homenagem a Dicks e Lentz, poetas luxemburgueses e autores do Hino Nacional do Luxemburgo. Na base pode ler-se o lema deste povo: “Queremos permanecer o que somos”.

Edifício do Centro Cultural e de Exposições na Praça de Armas
Monumento de homenagem aos autores do Hino Nacional do Luxemburgo

O centro da Praça da Constituição é marcado pelo obelisco de 21 metros de altura encimado pela “Dama Dourada” que presta homenagem aos milhares de soldados luxemburgueses que combateram na Primeira Guerra Mundial e que agora simboliza a Liberdade e a Paz.

Obelisco da Praça da Constituição

Da varanda panorâmica que aqui existe obtém-se uma bonita vista para o Parque Petrusse e a Ponte Adolphe, construída em 1900 e que se tornou um símbolo nacional e uma das principais atrações turísticas da cidade. Na época da sua construção e com mais de 40 metros de altura, era a maior ponte em arco de pedra do mundo!

Parque Petrusse e Ponte Adolphe

Durante a nossa agradável incursão pela cidade, passámos na Praça Clairefontaine onde se ergue a estátua da Grã-Duquesa Charlotte, figura muito querida dos luxemburgueses e que reinou entre 1919 e 1964. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Duquesa e família refugiaram-se em Portugal no Hotel do Buçaco e mais tarde em Cascais.

Estátua da Grã-Duquesa Charlotte

O Planalto de Kirchberg (onde se localizava o nosso hotel) junta várias instituições da União Europeia como sendo o Centro de Convenções, o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas, o Banco Europeu de Investimentos e a Secretaria entre outros, fazendo deste bairro um dos principais centros administrativos.

O Novotel Luxembourg Kirchberg proporcionou-nos uma excelente estadia

A nossa visita termina aqui, mas esta cidade tem muitos atrativos para descobrir e merece ser colocada nos roteiros da Europa. Portanto, se gosta de fazer pequenas escapadinhas por este continente, esta é uma sugestão que não o deve deixar indiferente.

Edifício sede do Banco Central do Luxemburgo
No Luxemburgo vivem cerca de 91 mil portugueses que constituem a maior comunidade estrangeira no Grão-Ducado!

♥ Boa viagem ♥

Guia prático

Quando ir

A cidade do Luxemburgo tem Verões muito quentes onde as temperaturas podem facilmente atingir os 30ºC. No Inverno regista-se muita chuva e frio, podendo nevar. As temperaturas podem descer até aos -6ºC.

Como ir

São várias as companhias aéreas que voam diretamente de Lisboa para o Luxemburgo. Nós viajámos na TAP Air Portugal que tem voos diários para aquele destino.

O que vestir

Se vai viajar no Verão, previna-se porque esta cidade pode ser muito quente. Agasalhos, chapéu de chuva e bom calçado podem sempre ser úteis no Inverno.

Alojamento

Há muita oferta hoteleira no Luxemburgo. Nós ficámos muito bem alojadas no Novotel Luxembourg Kirchberg onde pudemos usufruir de excelentes acomodações e refeições.

Informações importantes

Visite o nosso Guia de Viagem para o Luxemburgo onde encontrará indicações úteis sobre a entrada e permanência no país.

Deixe um comentário